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Almada, Costa da Caparica, Portugal
Já nem me conheço

quarta-feira, outubro 11, 2017












Fonte: cobaltnights
Tumblr





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Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Vinicius de Moraes

New Morning, 2014-17 - Brian Calvin (b. 1969)
oil on canvas | source: Make-A-Wish Foundation Auction

Susie Rosmarin 
Red Yellow Blue #442, 2013
Acrylic on Canvas
20 x 20"
Monaco by Erté

terça-feira, outubro 10, 2017

Mota, Mulher e Isqueiro

— Sabes qual é a semelhança entre uma mota, uma mulher e um isqueiro?
— Não. 
— Nunca pegam à primeira tentativa.

O Quarto dos Noivos é o Único Vago

Um casal está já desesperado de encontrar um quarto para passar a noite. No último hotel, onde ainda não tinham ido, o gerente diz-lhes: 
— O único quarto que temos é o dos noivos. 
— Bem — diz o marido—, não é realmente o mais próprio... Nós já estamos casados há trinta anos... 
— E o que é que isso tem? — pergunta o gerente — Então se eu lhes dispensasse a sala de baile vocês sentiam-se obrigados a dançar toda a noite?
 


















À DESCOBERTA DO AMOR 

Ensaia um sorriso 
e oferece-o a quem não teve nenhum. 
Agarra um raio de sol 
e desprende-o onde houver noite. 
Descobre uma nascente 
e nela limpa quem vive na lama. 
Toma uma lágrima 
e pousa-a em quem nunca chorou. 
Ganha coragem 
e dá-a a quem não sabe lutar. 
Inventa a vida 
e conta-a a quem nada compreende. 
Enche-te de esperança 
e vive á sua luz. 
Enriquece-te de bondade 
e oferece-a a quem não sabe dar. 
Vive com amor 
e fá-lo conhecer ao Mundo.
José (Carlos Drummond de Andrade)
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Graças ao poema de Drummond de Andrade - outro que está no rol dos mais populares da literatura nacional – surgiu a famosa gíria “e agora, José?”, utilizada ainda hoje para expressar a indecisão perante situações difíceis.


Os Dois Passeios
Era o primeiro passeio de Frederico, num avião, e quando aterrou voltou-se para o piloto e disse: 
— Muito obrigado por estes dois passeios. O piloto ficou surpreendido: 
— Dois passeios? Mas o senhor só deu um. 
— Não! Dois! — replicou — Foi o primeiro e o último!

A Mochila da Escola

Num avião que estava prestes a despenhar-se, viajavam cinco passageiros, mas existiam apenas quatro pára-quedas. O primeiro passageiro diz: 
— Eu sou Kobe Bryant, o melhor jogador da NBA, e os Lakers precisam de mim, por isso não posso morrer. 
Assim, apanha um dos pára-quedas e atira-se do avião. 
O segundo passageiro, era Hillary Clinton, que diz: 
— Eu sou a mulher de um ex-presidente dos EUA, sou senadora do estado de Nova Iorque e uma potencial futura presidente. 
Pega no segundo pára-quedas e também se atira do avião. 
O terceiro passageiro, George W. Bush, diz: 
— Eu sou o presidente dos Estados Unidos, tenho grande responsabilidade como líder de uma superpotência e sou o mais inteligente presidente da história americana, pelo que o meu povo não permitirá que eu morra. 
Agarra no terceiro pára-quedas e atira-se do avião. O quarto passageiro era o Papa João Paulo II, que diz para o quinto, uma aluna da escola primária com dez anos: 
— Eu sou um homem velho e fraco e já não me restam muitos anos. Por isso, como bom católico, sacrificarei a minha vida e deixarei que sejas tu, minha menina, a ficar com o último pára-quedas. 
A menina sorri e diz: 
— Não há problema, há um pára-quedas para mim e outro para ti! O mais inteligente presidente da história americana levou a minha mochila da escola.