segunda-feira, novembro 30, 2020

Já não há mais o vagar
De quando se comia sentado
E devagar se caminhava
Até chegar a qualquer lado
Agora vai toda a gente
Sempre de mão na buzina
Sempre na linha da frente
A tremer de adrenalina
Do meu vagar não traço rotas
Não tenho trilho que me prenda
Não tiro dados nem notas
Não encho uma linha de agenda
Do meu vagar não chego a Meca
Não faço nada num só dia
Não corto o fio da meta
Não vejo Roma nem Pavia
Do meu vagar
Sei que nunca hei-de ir longe
Vou aonde for preciso
Vou indo do meu vagar
Em busca do tempo perdido
E se um dia o encontrar
O longe não faz sentido
Do meu vagar há um nicho
Um pico de ilha insubmersa
Onda há lugar para o capricho
Que dá pelo nome de conversa
Do meu vagar a paisagem
Ainda tem beleza em bruto
E vale mais uma palavra
Que mil imagens por minuto
Do meu vagar
Sei que nunca hei-de ir longe
Vou aonde for preciso
Vou indo do meu vagar
Em busca do tempo perdido
E se um dia o encontrar
O longe não faz sentido
Carlos T


 

sexta-feira, novembro 27, 2020

Horst P. Horst. Audrey Hepburn 1949


 

quinta-feira, novembro 26, 2020

“As horas passam, os homens caem, a poesia fica” (Emílio Moura)

 

quarta-feira, novembro 25, 2020

Art by Patrice Murciano. "La fille en rouge" (Digital painting)

 

terça-feira, novembro 24, 2020

segunda-feira, novembro 23, 2020

sexta-feira, novembro 20, 2020

quarta-feira, novembro 18, 2020

kasia derwinska photography
“Stones in the road?
I save every single one, and one day I’ll build a castle.”
— Fernando Pessoa


 

segunda-feira, novembro 16, 2020

Jovana Rikalo
You get used to the dark, you realize the ghosts are all friendly.
-  Jack Kerouac


 

quinta-feira, novembro 05, 2020

terça-feira, novembro 03, 2020

“Is not this a true autumn day? Just the still melancholy that
I love..”
- George Eliot
Imagem: Kenneth Barker